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Alimentos alergênicos: conheça os mais comuns e os seus riscos à saúde

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Atualmente, não é mais novidade que vários alimentos alergênicos são consumidos no nosso dia a dia sem sabermos do seu risco. Apesar de não afetarem todas as pessoas, alguns podem causar problemas mais graves, como é o caso dos frutos do mar. Porém, a lista de alimentos alergênicos é muito mais ampla do que camarões ou peixes.

Devido aos riscos que as alergias podem causar, a própria legislação brasileira já tem regras bem rígidas sobre como declarar os alimentos alergênicos nos rótulos. E tenha cuidado, pois para quem não cumprir as legislações , as multas podem custar caro. Dessa forma, neste artigo, você irá entender um pouco melhor esse tema!

 

Quais são os alimentos alergênicos?

Primeiramente, é importante definir os alimentos alergênicos de forma clara: eles são aqueles em que algum de seus componentes podem causar uma reação grave em pessoas que possuem determinado tipo de alergia. Um exemplo clássico são as pessoas alérgicas a amendoim, que ao consumir a pasta desse alimento podem ter sintomas como os de coceira ou ainda náusea.  

 Quando isto ocorre, as reações podem ser inúmeras, pois variam em cada organismo. Em algumas pessoas, são reações leves, como vermelhidão na pele e coceira. Em outras, contudo, podem causar falta de ar, problemas digestivos e levar à internação hospitalar.

 E como saber quais são os alimentos alergênicos? No Brasil, essa classificação é determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa) desde 2014. Ela inclui 18 alimentos na lista: 

  • Trigo, centeio, cevada, aveia e suas estirpes hibridizadas;
  • Crustáceos;
  • Ovos;
  • Peixes;
  • Amendoim;
  • Soja;
  • Leites de todas as espécies de animais mamíferos;
  • Amêndoa;
  • Avelãs;
  • Castanha-de-caju;
  • Castanha-do-brasil ou castanha-do-pará;
  • Macadâmias;
  • Nozes;
  • Pecãs;
  • Pistaches;
  • Pinoli;
  • Castanhas;
  • Látex natural.

Isso não significa que todas as pessoas têm alergia a esses alimentos. No entanto, para aqueles que têm, os casos de alergias alimentares vêm aumentando, especialmente porque muitos produtos acabam sendo alterados em suas etapas produtivas. A solução para evitar o risco acaba sendo substituir ingredientes ou inovar na oferta de produtos.

Legislação de alimentos alergênicos

Conforme visto acima, a Anvisa é o órgão responsável por definir como os alimentos alergênicos devem ser apresentados. Através da Resolução nº 26, de 2015, são estabelecidos os critérios para o uso dos rótulos de forma obrigatória informando conter alimentos que podem causar alergia.

No documento, também é esclarecido o conceito de “alérgeno” pela Anvisa: 

“(…) qualquer proteína, incluindo proteínas modificadas e frações proteicas, derivada dos principais alimentos que causam alergias alimentares.”

Ele também cita a contaminação cruzada, que ocorre quando há um alérgeno no alimento que não foi adicionado de forma intencional. Isso ocorre ao preparar um outro alimento na mesma panela que antes foi preparado um camarão, por exemplo.

Mas não apenas dessa forma. A contaminação cruzada também pode ocorrer no preparo, processamento, tratamento, armazenamento, transporte, entre outras fases. Em alguns casos, ela também pode ocorrer pela contaminação do próprio  ambiente.

Ainda de acordo com a resolução, os alimentos alergênicos devem ser expressamente identificados nas embalagens seguindo uma das três formas:

  • Alérgicos: contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares);
  • Alérgicos: contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares);
  • Alérgicos: contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados.

Quando se tratar de crustáceos, ainda deve ser acrescentada a palavra “crustáceo” em cada um dos exemplos acima, conforme o caso. Além disso, há situações em que não se pode garantir a ausência da contaminação cruzada, citada acima. Portanto, deve-se citar que o produto “pode conter (nome do alimento)”.

Especificações técnicas

Além de todos os alertas que você leu acima, a Anvisa ainda detalha algumas especificações técnicas a respeito do rótulo do alimento alergênico. Sendo assim, ele deve estar escrito abaixo da lista de ingredientes seguindo tais normas:

  • Letras maiúsculas;
  • Negrito;
  • Cor que tenha contraste com o fundo do rótulo;
  • Altura mínima de 2 mm.

Devemos lembrar ainda que em 2020 foi publicada a RDC nº 429, que já trouxe algumas mudanças gerais sobre a rotulagem nutricional de alimentos. Com ou sem alergênicos na composição, quem trabalha no setor deve ficar atento às normas.

Alternativas aos alimentos alergênicos

Usar alimentos que causam alergia muitas vezes é inevitável, mas há cada vez mais opções para se fugir deles. É claro que isso exige, principalmente, criatividade e estar disposto a mudar, mas não é um desafio tão grande e ainda pode atrair um novo público. Confira a seguir algumas opções: 

Alimentos sem glúten e sem lactose

Reflita sobre como o mercado de produtos sem lactose ou glúten cresceu nos últimos anos. Isso acontece pois há um aumento cada vez maior de pessoas com intolerância a esses produtos. Embora a intolerância seja diferente da alergia, o movimento do mercado é semelhante. 

A Intolerância alimentar está relacionada com a dificuldade do corpo de digerir determinado nutriente, já a alergia alimentar é uma resposta do organismo, como se o nutriente fosse um agente agressor.

Alimentos artesanais

Muitas pessoas estão investindo em alimentos artesanais. Apesar de isso não significar que esses produtos não sejam feitos com alimentos alergênicos, é totalmente possível oferecer essa proposta usando técnicas de preparo manuais. 

Isso é basicamente unir em um único produto o melhor dos dois mundos: artesanal e livre de alergênicos. Além de garantir o sabor e o valor nutricional dos alimentos, você também garante a saúde e o bem-estar dos seus clientes! Mas não se esqueça da contaminação cruzada durante a manipulação de seus alimentos artesanais!

 

Como desenvolver novos produtos?

Desenvolver novos produtos começa com uma boa análise de mercado, especialmente se você notar que muitas pessoas deixam de comprar o que você vende por conter alimentos alergênicos. Depois, é hora de avaliar o que precisa investir para mudar sua produção antes de iniciar o desenvolvimento.

Estudar os ingredientes é fundamental, por isso, a lista de alergênicos da Anvisa ajuda bastante a saber o que evitar. Dessa forma, você pode fazer testes a partir das suas receitas habituais com outros ingredientes, além de uma análise sensorial.

É muito importante ficar sempre atento ao mercado e às novas oportunidades que surgem. Quando o assunto é alimentos alergênicos, eles não precisam ser vilões: podem significar uma nova forma de produção com um público crescente.

Se você tem interesse em se atualizar no mercado alimentício, e quer desenvolver ou adaptar um produto, entre em contato conosco! A EJEQ fornece diversos serviços na área de alimentos para impulsionar sua empresa!

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